{"id":2514,"date":"2020-10-26T10:02:56","date_gmt":"2020-10-26T08:02:56","guid":{"rendered":"https:\/\/cjimoz.org\/news\/?p=2514"},"modified":"2020-10-26T10:02:56","modified_gmt":"2020-10-26T08:02:56","slug":"o-doutouramento-da-controversia-do-dr-albertino-damasceno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cjimoz.org.mz\/news\/en\/o-doutouramento-da-controversia-do-dr-albertino-damasceno\/","title":{"rendered":"O Doutouramento da controv\u00e9rsia do DR Albertino Damasceno"},"content":{"rendered":"<p><strong>O centro de jornalismo de investiga\u00e7\u00e3o na sua investiga\u00e7\u00e3o que durou cerca de 4 meses em torno dos doutoramentos feitos em apoteose nas lides da academia em mocambique, desta vez coube a medicina interna <\/strong>. <strong>Albertino Damasceno \u00e9 provalvelmente o mais respeitado e (re)conhecido \u00a0m\u00e9dico na \u00e1rea de hipertens\u00e3o com uma folha de servi\u00e7os que fala por si. <\/strong><\/p>\n<p><strong>A 18 de Abril de 2019, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) o outorgou, numa cerim\u00f3nia p\u00fablica, o titulo de Professor Catedr\u00e1tico na \u00e1rea de Medicina Interna. \u00a0<\/strong><strong>Nos meios da medicina se contesta a atribui\u00e7\u00e3o desse grau. <\/strong><strong>E, por isso, est\u00e1 gerada uma controv\u00e9rsia pelo facto de Damasceno, a quem foi atribuido o Grau de Doutorado em Medicina pela UEM em 2002, ter pedido a equival\u00eancia do mesmo grau a Universidade do Porto em 2000, isto \u00e9 dois anos antes da UEM o conceder e aquela outra o concedeu. Em 2002 a UEM n\u00e3o admistrava cursos de Doutoramento e estes s\u00f3 iniciaram em 2017. O Centro de Jornalismo Investigativo conta a hist\u00f3ria. \u00a0<\/strong><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2515\" src=\"https:\/\/cjimoz.org\/news\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Damasceno--400x240.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" \/><\/p>\n<p><strong><u>Da atribui\u00e7\u00e3o do grau de Professor Catedr\u00e1tico <\/u><\/strong><\/p>\n<p>Para a obten\u00e7\u00e3o do grau de Professor Catedr\u00e1tico Damasceno apresentou o projecto de pesquisa intitulado o \u201cUso de Praticantes de Medicina Tradicional no rastreio da hipertens\u00e3o arterial, no Bairro de Magoanine, na cidade de Maputo.<\/p>\n<p>A cerim\u00f3nia de provas p\u00fablicas teve lugar a 18 de Abril de 2019 e para a obten\u00e7\u00e3o deste grau acad\u00e9mico Damasceno apresentou um projecto de pesquisa intitulado o &#8220;Uso de Praticantes de Medicina Tradicional no rastreio da hipertens\u00e3o arterial, no Bairro de Magoanine, na cidade de Maputo&#8221; e uma aula com o tema &#8220;Hipertens\u00e3o arterial em Mo\u00e7ambique \u2013 da epidemiologia \u00e0s les\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os&#8221;, no qual concluiu que houve um aumento significativo da hipertens\u00e3o no pa\u00eds, entre 2005 e 2015 e mant\u00eam-se preocupantes os baixos n\u00edveis de conhecimento, de tratamento e controle.<\/p>\n<p>A cerim\u00f3nia de presta\u00e7\u00e3o de provas p\u00fablicas deveria ter acontecido no dia anterior e foi adiada por raz\u00f5es nunca explicadas, mas o CJI foi informado que tal se deveu ao vozerio de outros m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Na sua presta\u00e7\u00e3o de provas, de acordo com o Jornal di\u00e1rio O Pais que cobriu a cerim\u00f3nia, Damasceno Referiu que apesar de ser definida como priorit\u00e1ria nas pol\u00edticas de sa\u00fade, na pr\u00e1tica o grau de prepara\u00e7\u00e3o das unidades de cuidado de sa\u00fade prim\u00e1rio para a sua detec\u00e7\u00e3o e tratamento \u00e9 insuficiente.<br \/>\nExplicou que o consumo do sal na popula\u00e7\u00e3o mo\u00e7ambicana aproxima-se do dobro do recomendado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), apesar de estarem informadas que o consumo exagerado \u00e9 prejudicial para a sa\u00fade.<br \/>\nCitando um estudo que versava sobre as doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis e doen\u00e7as negligenci\u00e1veis do ponto de vista das pol\u00edticas de sa\u00fade, sistemas de sa\u00fade e perspectiva comunit\u00e1ria em regi\u00f5es de Mo\u00e7ambique, Nepal e Per\u00fa, Damasceno sentenciou que embora as doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis e negligenciadas sejam mencionadas como prioridade em documentos de pol\u00edtica fundamentais com o foco na promo\u00e7\u00e3o do estilo de vida saud\u00e1vel e na redu\u00e7\u00e3o dos factores de risco, h\u00e1 falta de planos de ac\u00e7\u00e3o, indicadores espec\u00edficos e iniciativas de monitoriza\u00e7\u00e3o para verificar os resultados relacionados com as doen\u00e7as, revelando uma falta de concord\u00e2ncia entre as inten\u00e7\u00f5es gerais e as ac\u00e7\u00f5es concretas.<br \/>\nNo final, o Reitor da UEM, sublinhou que a aprova\u00e7\u00e3o do professor Albertino Damasceno a categoria de Professor Catedr\u00e1tico simboliza o crescimento para institui\u00e7\u00e3o porquanto a avalia\u00e7\u00e3o de uma universidade tamb\u00e9m \u00e9 medida pelo n\u00famero de Doutorados e de professores com a categoria m\u00e1xima. &#8220;No caso de Damasceno, vem acrescentar um valor adicional porque \u00e9 uma \u00e1rea que tem sido motivo de investiga\u00e7\u00e3o e preocupa\u00e7\u00e3o para a sociedade mo\u00e7ambicana&#8221;, frisou.<br \/>\nDisse tratar-se do primeiro professor catedr\u00e1tico na \u00e1rea de Medicina Interna na UEM e o segundo professor com a categoria mais alta na Faculdade de Medicina, sendo que, este ano espera-se que mais dois docentes da mesma faculdade passem a categoria de Professor Catedr\u00e1tico.<br \/>\nAp\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o dos resultados, professor Damasceno era um homem visivelmente satisfeito. Disse tratar-se de um estudo desenvolvido por si e sua equipa nos \u00faltimos vinte anos. Com a nova categoria pretende continuar a formar e constituir uma equipa que vai desenvolver trabalhos de investiga\u00e7\u00e3o na Faculdade de Medicina e no Hospital Central de Maputo.<br \/>\nAlbertino Damasceno prestou as provas p\u00fablicas perante um j\u00fari constitu\u00eddo pelo Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo (Presidente); Professor Catedr\u00e1tico Henriques Barros (da Universidade do Porto, Portugal); e pelo Professor Catedr\u00e1tico Fausto Pinto (da Universidade de Lisboa, Portugal).<br \/>\n\u00c9 Doutorado em Medicina Interna pela Faculdade de Medicina do Porto, em Portugal. Desde 2010 \u00e9 Professor Associado da Faculdade de Medicina da UEM.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2517\" src=\"https:\/\/cjimoz.org\/news\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/two-2-400x533.jpeg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/> <img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2518\" src=\"https:\/\/cjimoz.org\/news\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/two-1-400x533.jpeg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p><strong><u>Dos diplomas da controv\u00e9rsia<\/u><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Centro de Jornalismo Investigativo conseguiu obter nos quatro meses que levaram esta investigacao, o diploma da Dr atribuido pela UEM em 2002. Tambem conseguimos obter o documento da Universidade do Porto. De acordo com uma fonte da reitoria da UEM \u201ceste assunto \u00e9 delicado, por se tratar de quem se trata\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>Da resposta da Faculdade de Medicina da UEM<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong><u>\u00a0<\/u><\/strong><\/p>\n<p>No dia 29 de Maio corrente, Jahit Sacarlal, director da faculdade de Medicina da mais antiga e reputada universidade do pais, respondeu a um email do CJI. As 18 horas e 41 minutos da data supram respondia a duas quest\u00f5es abaixo.<\/p>\n<p>1.pretendo saber em que ano foram introduzidos os DOUTORAMENTOS em MEDICINA na prestegiada Universidade.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Em que circunstancias a UEM pode atribuir o grau de Doutoramento em Medicina sem que a faculdade tenha iniciado a ministra\u00e7\u00e3o dos cursos?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eis a resposta<\/p>\n<p>\u201c Estimado &#8230;<\/p>\n<p>Agradecemos pelo seu email e pelo interrese em rela\u00e7\u00e3o ao Doutoramento.<\/p>\n<p>Gostar\u00edamos de clarificar que na Faculdade de Medicina, nao temos o<\/p>\n<p>Doutoramento em Medicina, mas sim, Doutoramento em Biociencias e\u00a0 Sa\u00fade Publica, que iniciou em 2017\u00a0 que ja vamos com 2 turmas com cerca de 8 estudantes.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima turma vai come\u00e7ar em\u00a0 Marco de 2021 e o edital sera publicado<\/p>\n<p>entre Setembro a Outubro de 2020.<\/p>\n<p>Espero que a minha resposta tenha sido claro.<\/p>\n<p>Se tiver mias duvida, nao hesite em escrever-nos.<\/p>\n<p>Um abra\u00e7o.<\/p>\n<p>Jahit Sacarlal<\/p>\n<p>Director da Faculdade de Medicina\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>Da resposta da reitoria da UEM<\/u><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O CJI procurou esclarecimentos junto da reitoria da UEM que se dignou a responder ao nosso question\u00e1rio diz que o diploma de Damasceno \u201c\u00e9 autentico\u201d . A nota de resposta assinada a 26 de Junho deste ano pelo punho do Magnifico Reitor da UEM, o Professor Doutor Orlando Ant\u00f3nio Quilambo, come\u00e7ou por esclarecer que \u201cA outorga do grau de Doutor ao Doutor Albertino foi efectuada dentro das atribui\u00e7\u00f5es e compet\u00eancias da UEM, como institui\u00e7\u00e3o de ensino superior em Mo\u00e7ambique, e foi efectuada observando os estatutos em vigor. A UEM p\u00f4de fazer a outorga do grau de Doutor a Albertino Damasceno ao abrigo do Acordo Geral de Coopera\u00e7\u00e3o com a Universidade do Porto, de 15 de Dezembro de 1993, que no seu ponto 11 do seu artigo 1 admite:<\/p>\n<p>\u201cSupervisionar cursos e estudos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de doutoramento, bem como est\u00e1gios, para docentes investigadores e outros t\u00e9cnicos superiores da Universidade Eduardo Modlane nesta e na Universidade do Porto <u>em moldes a estabelecer em cada caso concreto<\/u> \u2013 Sublinhamos<\/p>\n<p>Adianta a reitoria da UEM que por estes \u201c&#8230;moldes a estabelecer em cada caso concreto\u201d Albertino Damasceno acompanhou o modelo equipar\u00e1vel a dupla titula\u00e7\u00e3o, que nisto foi obviado em se lhe submeter ao crivo de um j\u00fari mo\u00e7ambicano, da UEM, o que foi sustentado ao abrigo do disposto do Artigo 41, dos Estatutos da UEM, aprovados pelo decreto n\u00ba 12\/95, de 25 de Abril, o qual (j\u00fari) foi investido de compet\u00eancia para avaliar a candidatura de Albertino Damasceno, com base em crit\u00e9rios internacionalmente aceites\u201d .<\/p>\n<p>A reitoria da UEM diz no final da sua resposta as quest\u00f3es do CJI que \u201cO Adiamento das Provas p\u00fablicas para a passagem a Professor Catedr\u00e1tico n\u00e3o se deveu a d\u00favidas sobre o seu certificado, porque o certificado \u00e9 aut\u00eantico, e resultado da realiza\u00e7\u00e3o bem sucedida de provas de doutoramento pelo visado\u201d .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>Do Silencio da Universidade do Porto<\/u><\/strong><\/p>\n<p>O CJI contactou, em Abril, a Universidade do Porto patrona da equival\u00eancia de um Doutoramento que atribuiu a Damasceno antes da UEM, o que parece ser bizarro. \u00a0Cinco meses se passam e at\u00e9 hoje nunca se dignaram a responder as quest\u00f3es do CJI que deixamos a seguir<\/p>\n<p>O Centro de Jornalismo Investigativo (CJI) tem informa\u00e7\u00e3o de que a prestegiada universidade do Porto atribui a equivalencia de Doutor em Medicina ao m\u00e9dico mo\u00e7ambicano Albertino Damasceno em 2000.<\/p>\n<ol>\n<li>Quais foram os crit\u00e9rios usados se o mesmo so foi outorgado o titulo de Doutor em 2002 pela Universidade Eduardo Mondlane?<\/li>\n<\/ol>\n<p>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O centro de jornalismo de investiga\u00e7\u00e3o na sua investiga\u00e7\u00e3o que durou cerca de 4 meses em torno dos doutoramentos feitos em apoteose nas lides da academia em mocambique, desta vez coube a medicina interna . 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