{"id":2866,"date":"2023-10-15T06:00:20","date_gmt":"2023-10-15T04:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/cjimoz.org\/news\/?p=2866"},"modified":"2023-10-11T13:39:03","modified_gmt":"2023-10-11T11:39:03","slug":"nampula-longe-de-cumprir-os-objetivos-de-energias-renovaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cjimoz.org.mz\/news\/en\/nampula-longe-de-cumprir-os-objetivos-de-energias-renovaveis\/","title":{"rendered":"Nampula longe de cumprir os objetivos de energias renov\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>Localizada na regi\u00e3o norte de Mo\u00e7ambique Nampula \u00e9 a prov\u00edncia mais populosa do pa\u00eds estimada em 6.490.271 habitantes, o correspondente a 20.5% da popula\u00e7\u00e3o mo\u00e7ambicana.<\/p>\n<p>O impacto deste numero populacional na procura de meios de subsist\u00eancia exerce uma press\u00e3o maior com as suas pr\u00e1cticas costumeiras que sufocam o ambiente e os investimentos nas energias renov\u00e1veis n\u00e3o insignificantes.<\/p>\n<p>As iniciativas do governo provincial de Nampula para a massifica\u00e7\u00e3o do uso de energias renov\u00e1veis durante os \u00faltimos cinco anos foram insignificantes numa fase em que o inqu\u00e9rito sobre o impacto do acesso \u00e0 energia sustent\u00e1vel referente ao ano 2022 feito pelo\u00a0 Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), indica\u00a0 que das fam\u00edlias que t\u00eam acesso a eletricidade apenas cerca de 20% \u00e9 garantida com pain\u00e9is solares. <a href=\"https:\/\/www.ine.gov.mz\/web\/guest\/d\/relatorio-de-energia-_-agosto-2023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.ine.gov.mz\/web\/guest\/d\/relatorio-de-energia-_-agosto-2023<\/a><\/p>\n<p>Recuando um pouco ao passado, um estudo feito entre os anos 2011 e 2013 pelo Minist\u00e9rio dos Recursos Minerais e Energia, atrav\u00e9s do Fundo de Energia, na altura liderado pelo ministro Salvador Namburete, publicado em Atlas de Energias Renov\u00e1veis de Mo\u00e7ambique, coloca a prov\u00edncia de Nampula, juntamente com as de Tete, Cabo Delgado e Niassa, como as que apresentam um clima, temperaturas\u00a0 elevadas para acomodar projectos\u00a0 de energias renov\u00e1veis. <a href=\"https:\/\/energypedia.info\/images\/2\/28\/PT-Projecto_do_Atlas_de_Energias_Renov%C3%A1veis_de_Mo%C3%A7ambique-Fundo_de_Energia.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/energypedia.info\/images\/2\/28\/PT-Projecto_do_Atlas_de_Energias_Renov%C3%A1veis_de_Mo%C3%A7ambique-Fundo_de_Energia.pdf<\/a><\/p>\n<p>Na altura provavelmente pelo desconhecimento, nada de relevo foi feito, poucos\u00a0 investimentos na \u00e1rea embora necess\u00e1rios, o governo do antigo presidente de Mo\u00e7ambique nada foi feito, assim como o governo actual do Presidente Filipe Jacinto Nyusi e dos seus respectivos governadores, incluindo Abdul Razak que mais tarde foi ao minist\u00e9rio dos Recursos Minerais e Energia para aproveitar essas oportunidades e galvanizar um sector que se afigura importante, at\u00e9 porque Mo\u00e7ambique \u00e9 signat\u00e1rio de acordos sobre energias renov\u00e1veis como um dos pontos para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS).<\/p>\n<p>Desde 2019, grandes e v\u00e1rios an\u00fancios envolvendo milh\u00f5es de d\u00f3lares e euros s\u00e3o feitos para o investimento em energias renov\u00e1veis no pa\u00eds, e em particular na prov\u00edncia nortenha de Nampula, onde a cobertura de energia el\u00e9trica ainda \u00e9 pouca.\u00a0 Por outro lado, j\u00e1 \u00e0 7 de Dezembro em 2022, a Uni\u00e3o Europeia, atrav\u00e9s do embaixador Ant\u00f3nio Maggiore, anunciou, durante a confer\u00eancia empresarial de energias renov\u00e1veis em Maputo-Mo\u00e7ambique, que havia um pacote de\u00a0 \u20ac15 milh\u00f5es de euros para energias renov\u00e1veis a serem investidos atrav\u00e9s do programa PROMOVA Energia da UE e governo de Mo\u00e7ambique para as zonas rurais de Nampula e Zamb\u00e9zia.<\/p>\n<p>Sobre os fundos anunciados os pelos parceiros, para Nampula e outras prov\u00edncias do pa\u00eds, o delegado do FUNAE em Nampula, Izildo Nogueira respondeu\u00a0 n\u00e3o estar em condi\u00e7\u00f5es de responder porque o fundo \u2018 est\u00e1 a ser gerido a n\u00edvel central da prov\u00edncia n\u00f3s temos o dever de receber as empresas e dar resposta relativamente \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o nos avan\u00e7ar, mas este \u00e9 um fundo que est\u00e1 sendo gerido no FUNAE em Maputo prometemos preparar essa informa\u00e7\u00e3o e partilhar para melhor divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/15306095\/embed#?secret=Jikk9JVdRn\" data-secret=\"Jikk9JVdRn\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" height=\"575\" width=\"700\"><\/iframe><\/p>\n<p>Fundo de Energia<\/p>\n<p>A maior parte dos projectos de energias renov\u00e1veis que o FUNAE implementa, s\u00e3o financiados por parceiros de coopera\u00e7\u00e3o, muitos deles da comunidade europeia. \u201c2015 a 2021 n\u00e3o tivemos apoio, mas agora os parceiros est\u00e3o a voltar a apoiar directamente os projetos\u201d, afirmou. Existe uma estrat\u00e9gia de electrifica\u00e7\u00e3o partilhada entre a EDM e FUNAE.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos referidos milh\u00f5es dos parceiros para programas de energias alternativas, como sa\u00edda ao uso dos combust\u00edveis f\u00f3sseis-lenha e, florestas destru\u00eddas pela maioria da popula\u00e7\u00e3o mo\u00e7ambicana, e em particular de Nampula, o timoneiro do FUNAE em Nampula fala de um FUNAE \u201csem fundos\u201d. Contudo, em Nampula faz refer\u00eancia a uma linha de financiamento lan\u00e7ada pela sua institui\u00e7\u00e3o e o Banco Comercial de Investimento (BCI) em 2021.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2021 se n\u00e3o me engano, o FUNAE lan\u00e7ou\u00a0 um fundo em parceria com o BCI e que est\u00e1 dispon\u00edvel no banco, um fundo para\u00a0 as associa\u00e7\u00f5es, pessoas iIndividuais ou colectivas. Ainda n\u00e3o temos tido muita ader\u00eancia para o acesso a este fundo, que \u00e9 um dinheiro que est\u00e1 l\u00e1 e que precisa ser usado para flexibilizar o uso produtivo nas comunidades. A exemplo do sistema de irriga\u00e7\u00e3o movidos \u00e0 pain\u00e9is solares. Este fundo est\u00e1 virado para esta \u00e1rea de agricultura e foi lan\u00e7ado publicamente, que para n\u00f3s acaba sendo agora um desafio que massificar aquilo que \u00e9 a divulga\u00e7\u00e3o deste fundo para que as empresas assim como os singulares tenham\u00a0 acesso &#8220;. Disse Nogueira<\/p>\n<pre id=\"gmail-tw-target-text\" class=\"gmail-tw-data-text gmail-tw-text-large gmail-tw-ta\" dir=\"ltr\"><span class=\"gmail-Y2IQFc\" lang=\"pt\">\u00a0<\/span><\/pre>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"gmail-alignnone gmail-wp-image-2353\" src=\"https:\/\/moz24h.co.mz\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Iuluti-Mogovolas-casa-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"644\" height=\"429\" \/><\/p>\n<p><em><span class=\"gmail-Y2IQFc\" lang=\"pt\">Os investidores privados est\u00e3o a intervir para prestar servi\u00e7os a escrit\u00f3rios administrativos e outros clientes nas zonas rurais. Foto de : Amade Abubacar<\/span><\/em><\/p>\n<p><strong>Investimento privado<\/strong><\/p>\n<p><strong>Empresas substituem governo no fornecimento de energia renov\u00e1veis na prov\u00edncia de Nampula<\/strong><\/p>\n<p>Devido a fraca cobertura da energia el\u00e9trica, sobretudo a falta de efectiva\u00e7\u00e3o do uso das energias renov\u00e1veis, o caso da energia solar, considerada barata, por parte do governo, o seu papel est\u00e1 sendo substitu\u00eddo pelas empresas privadas, ainda que a sua implementa\u00e7\u00e3o custe tanto aos benefici\u00e1rios ou interessados, neste caso a popula\u00e7\u00e3o pobre e residente na zona rural.<\/p>\n<p>Erasmo Plica, CEO da empresa Solar Power Corporation, em Nampula, fundada em 2022, com N\u00famero \u00danico de Identifica\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (NUIT), embora considerea dif\u00edcil o mercado, afirmou que a sua empresa tem sido uma solu\u00e7\u00e3o para energia de baixo custo para certas fam\u00edlias da zona rural. Erasmo falou que nessa interven\u00e7\u00e3o de chegar onde o Estado n\u00e3o consegue cumprir o seu dever, a sua empresa montou pain\u00e9is fotovoltaicas, por exemplo no distrito de Malema e em algumas institui\u00e7\u00f5es religiosas crist\u00e3s.<\/p>\n<p>\u201cNa prov\u00edncia de Nampula, no seu todo, temos trabalhado com aquilo que s\u00e3o as organiza\u00e7\u00f5es do Estado e a pr\u00f3pria comunidade e clientes e isso \u00e9 muito positivo porque onde a comunidades de beneficia de energia. A gente implementa as energias renov\u00e1veis e temos algumas fontes de recursos abundantes. Temos em Malema, a gente forneceu uma bomba para o processo de irriga\u00e7\u00e3o, temos em Mossuril e Monapo e temos o caso de Ribau\u00e9 que temos trabalhado pouco, pouco. Disse Erasmo Pipoca.<\/p>\n<p>Contudo, h\u00e1 queixas de falta de incentivo. Este respons\u00e1vel admite que o Fundo Nacional de Energia (FUNAE), cujo papel \u00e9 pouco conhecido, na sua \u00f3ptica, n\u00e3o est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de responder aos desafios de energia renov\u00e1veis na prov\u00edncia de Nampula, devido a sua fraca interven\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque a institui\u00e7\u00e3o tem poucas ac\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O perador privado queixa-se da falta de uma janela de financiamento por parte das entidades do governo para jovens rec\u00e9m-formados ou empresas interessadas em desenvolver ideias no sector de energias renov\u00e1veis, de forma a responder as metas de alcance de energias baratas \u00e0s comunidades, sobretudo rurais.<\/p>\n<p>\u201cO financiamento, como tal, ainda \u00e9 um desafio para n\u00f3s, porque carece de v\u00e1rias pol\u00edticas do governo, por exemplo para as pequena e m\u00e9dias empresas a n\u00edvel da regi\u00e3o norte, no caso de Nampula, tendo em conta que parte maior parte de alguns processos est\u00e3o no Maputo e n\u00e3o aqui, acredito que as delega\u00e7\u00f5es prov\u00edncias do FUNAE n\u00e3o fazem um trabalho a n\u00edvel nacional, por isso que h\u00e1 pouco trabalho feito nesta \u00e1rea\u201d, afirmou<\/p>\n<p>Falta de vontade pol\u00edtica mina o desenvolvimento das iniciativas de energias renov\u00e1veis<\/p>\n<p>Diante da situa\u00e7\u00e3o do governo n\u00e3o ter capacidade absoluta para implementar e explorar todas as \u00e1reas de energias renov\u00e1veis, a falta de vontade pol\u00edtica impede que indiv\u00edduos com conhecimentos efectivem projetos concretos, por uma alegada falta de fundos.<\/p>\n<p>Em Mo\u00e7ambique, tem sido comum, o governo do dia viabilizar projetos de \u201ccamaradas\u201d ou s\u00f3cios, mesmo que n\u00e3o tenham elementos suficientes para dar resultados precisos. \u00c9 o caso do ambiente pol\u00edtico em Nampula, maior c\u00edrculo eleitoral do pa\u00eds, onde um projeto concreto de energias renov\u00e1veis, com foco na cidade capital, alegadamente foi descartado por falta de vontade pol\u00edtica.Nampula longe de cumprir os objetivos de energias renov\u00e1veis<\/p>\n<p>Localizada na regi\u00e3o norte de Mo\u00e7ambique, Nampula \u00e9 a prov\u00edncia mais populosa do pa\u00eds, com 6.490.271 habitantes, o correspondente a 20.5% da popula\u00e7\u00e3o mo\u00e7ambicana.<\/p>\n<p>O impacto deste n\u00famero populacional na procura de meios de subsist\u00eancia exerce uma press\u00e3o maior com as suas pr\u00e1cticas costumeiras que sufocam o ambiente e os investimentos nas energias renov\u00e1veis s\u00e3o insignificantes.<\/p>\n<p>As iniciativas\u00a0 do governo provincial de Nampula para a massifica\u00e7\u00e3o do uso de energias renov\u00e1veis durante os \u00faltimos cinco anos foram insignificantes numa fase em que o inqu\u00e9rito sobre o impacto do acesso \u00e0 energia sustent\u00e1vel referente ao ano 2022, feito pelo\u00a0 Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) indica\u00a0 que das fam\u00edlias que t\u00eam acesso \u00e0 eletricidade apenas cerca de 20% \u00e9 garantida com pain\u00e9is solares. <a href=\"https:\/\/www.ine.gov.mz\/web\/guest\/d\/relatorio-de-energia-_-agosto-2023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.ine.gov.mz\/web\/guest\/d\/relatorio-de-energia-_-agosto-2023<\/a><\/p>\n<p>Recuando um pouco ao passado, um estudo feito entre os anos 2011 e 2013 pelo Minist\u00e9rio dos Recursos Minerais e Energia, atrav\u00e9s do Fundo de Energia, na altura liderado pelo ministro Salvador Namburete, publicado em Atlas de Energias Renov\u00e1veis de Mo\u00e7ambique, coloca a prov\u00edncia de Nampula, juntamente com as de Tete, Cabo Delgado e Niassa, como as que apresentam um clima, temperaturas\u00a0 elevadas suficientes para acomodar projectos\u00a0 de energias renov\u00e1veis. <a href=\"https:\/\/energypedia.info\/images\/2\/28\/PT-Projecto_do_Atlas_de_Energias_Renov%C3%A1veis_de_Mo%C3%A7ambique-Fundo_de_Energia.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/energypedia.info\/images\/2\/28\/PT-Projecto_do_Atlas_de_Energias_Renov%C3%A1veis_de_Mo%C3%A7ambique-Fundo_de_Energia.pdf<\/a><\/p>\n<p>Na altura,embora fossem necess\u00e1rios poucos\u00a0 investimentos foram feitos na \u00e1rea pelos governos do antigo presidente de Mo\u00e7ambique e do actual governo do Presidente Filipe Jacinto Nyusi e dos seus respectivos governadores, incluindo Abdul Razak &#8211; que mais tarde foi ao minist\u00e9rio dos Recursos Minerais e Energia para aproveitar essas oportunidades e galvanizar um sector que se afigura importante, at\u00e9 porque Mo\u00e7ambique \u00e9 signat\u00e1rio de acordos sobre energias renov\u00e1veis e tem como um dos pontos\u00a0 atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS).<\/p>\n<p>Desde 2019, grandes e v\u00e1rios an\u00fancios envolvendo milh\u00f5es de d\u00f3lares e euros s\u00e3o feitos para o investimento em energias renov\u00e1veis no pa\u00eds, e em particular na prov\u00edncia nortenha de Nampula, onde a cobertura de energia el\u00e9trica ainda \u00e9 pouca.\u00a0 Por outro lado, j\u00e1 \u00e0 7 de Dezembro em 2022, a Uni\u00e3o Europeia, atrav\u00e9s do embaixador Ant\u00f3nio Maggiore, anunciou, durante a confer\u00eancia empresarial de energias renov\u00e1veis em Maputo-Mo\u00e7ambique, que havia um pacote de\u00a0 \u20ac15 milh\u00f5es de euros para energias renov\u00e1veis a serem investidos atrav\u00e9s do programa PROMOVA Energia da UE e governo de Mo\u00e7ambique para as zonas rurais de Nampula e Zamb\u00e9zia.<\/p>\n<p>Sobre os fundos anunciados pelos parceiros, para Nampula e outras prov\u00edncias do pa\u00eds, o delegado do FUNAE em Nampula, Izildo Nogueira, disse\u00a0 n\u00e3o estar em condi\u00e7\u00f5es de responder porque o fundo est\u00e1 a ser gerido a n\u00edvel central da prov\u00edncia. \u201c N\u00f3s temos o dever de receber as empresas e dar resposta relativamente \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o\u00a0 avan\u00e7ar, mas este \u00e9 um fundo que est\u00e1 sendo gerido no FUNAE em Maputo.\u00a0 Prometemos preparar essa informa\u00e7\u00e3o e partilhar para melhor divulga\u00e7\u00e3o\u201d, disse Nogueira.<\/p>\n<p>Ou talvez porque o mesmo tenha chegado por interm\u00e9dio da abertura dada pelo falecido edil de Nampula, Mahamudo Amurane, do Movimento Democr\u00e1tico de Mo\u00e7ambique, ao cidad\u00e3o Jos\u00e9 Albano, que desistiu de implementar iniciativas de produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s na base de res\u00edduos s\u00f3lidos, por alegada falta de dinheiro.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Albano, natural de Malema, residente na Alemanha, onde\u00a0 formou-se em\u00a0 Qu\u00edmica-Mestarado pela universidade Arqueira, e especialmente em t\u00e9cnica de aproveitamento dos res\u00edduos org\u00e2nicos em energia, tentou sem sucesso implementar o seu projecto denominado Biog\u00e1s Nampula.<\/p>\n<p>Segundo contou Jos\u00e9 Albano, a falta de vontade pol\u00edtica, depois da morte de Amurane, nenhuma entidade quis saber ou viabilizar a sua iniciativa por alegada falta de fundos para financiar a ideia.<\/p>\n<p>\u201cDepende do governo, nenhuma coisa vai precisar do estrangeiro, na \u00c1frica do Sul, podemos fazer a\u00ed em casa com m\u00e3o-de-obra local. S\u00f3 precisamos de serralheiros,\u00a0 tenhotoda a tecnologia, m\u00e3o-de-obra ia s\u00f3 contractar peneireiros e serralheiros a n\u00edvel local, tudo isto a\u00ed, mas o governo de Mo\u00e7ambique est\u00e1 a ignorar e estou aqui. Falei com o Ministro da energia, falei at\u00e9 l\u00e1 no n\u00edvel central, h\u00e1 uma senhora que est\u00e1 na ci\u00eancia e tecnologia, l\u00e1 na capita-Maputo, eu fiz o projecto e submeti e eles disseram que n\u00e3o tem dinheiro. Disseram que eu estava na\u00a0 Alemanha e que\u00a0 devia procurar empresas para trazer\u00a0 tecnologia a Mocambique, &#8220;n\u00f3s n\u00e3o temos dinheiro\u201d.<\/p>\n<p>Albano considera que a cidade capital do norte e a prov\u00edncia toda oferecem condi\u00e7\u00f5es que possam produzir energia, no caso concreto o biog\u00e1s, na base de elementos de muito baixo custo. A t\u00e9cnica, tamb\u00e9m, poderia ajudar o incremento de agricultura, substituindo o uso de componentes qu\u00edmicos que prejudicam a terra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEm Nampula h\u00e1 pot\u00eancias para se desenvolver\u00a0 tais energias renov\u00e1veis, s\u00f3 que prontos com a minha ausencia\u00a0 muita coisa fica parada, eu poderia fazer gest\u00e3o dos agricultores,\u00a0 assuntos org\u00e2nicos que est\u00e3o nos mercados, eles que acham que \u00e9 lixo, enquanto aquilo \u00e9 material prop\u00edcio para se fazer energia. A\u00ed poderia se fazer uma campanha de sensibiliza\u00e7\u00e3o, recolhia aquele lixo depois fariamos uma represa\u00a0 onde pod\u00edamos usar como vala de drenagem para fazer a separa\u00e7\u00e3o do lixo org\u00e2nico e n\u00e3o org\u00e2nico\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo na cidade de Nampula, o projeto foi negado pelo pela edilidade de Paulo Vahanle, e a justificativa foi a mesma &#8220;falta de fundos&#8221;, ainda que tenha sido iniciado pelo edil falecido, por\u00e9m de um outro partido pol\u00edtico.<\/p>\n<p>\u201cFui ao Instituto de Ci\u00eancias e Tecnologia,. Para ter aquilo que est\u00e1 feito no Mukare, foi atrav\u00e9s do senhor Amurane, era para eu responder pelo\u00a0 tratamento dos res\u00edduos org\u00e2nicos municipais e queria construir uma empresa l\u00e1 na zona do Louren\u00e7o. Quando o senhor Amurane j\u00e1 tinha todos os documentos organizados\u00a0 estava quase para ser\u00a0 implementado, foi a\u00edquando ele foi assassinado\u201d.<\/p>\n<p>Outra tentativa falhada com a nova lideran\u00e7a da edilidade. &#8220;Falei com o gestor da EMUSANA, no munic\u00edpio, assim como o Instituto de Ci\u00eancias e Tecnologias, n\u00e3o deu certo porque os mesmos justificavam que n\u00e3o tinham dinheiro para implementa\u00e7\u00e3o deste projecto, falei com v\u00e1rias estruturas governamentais, mas nenhuma delas deu-me a m\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Albano, tamb\u00e9m, viu a sua iniciativa n\u00e3o suportada pelo governo da prov\u00edncia de Nampula de implantar uma infraestrutura de energia renov\u00e1vel no centro de acolhimento de Corrane, no distrito de Meconta.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 esse senhor governador de Nampula, senhor Rodrigues (o governador)\u00a0 conhece-me. Eu queria implmentar o projecto\u00a0 onde tem refugiados para eles poderem cozinhar , o que seria muito bom. Era s\u00f3 ter um gestor, montar um equipamento chamado bio gestor e todo lixo daquela popula\u00e7\u00e3o seria aproveitado\u00a0 como se fosse energia\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"gmail-alignnone gmail-wp-image-2354\" src=\"https:\/\/moz24h.co.mz\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Iuluti-B-Maria-Francisco-Amido-300x248.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"595\" \/><\/p>\n<pre id=\"gmail-tw-target-text\" class=\"gmail-tw-data-text gmail-tw-text-large gmail-tw-ta\" dir=\"ltr\"><em><span class=\"gmail-Y2IQFc\" lang=\"pt\">\u00a0<\/span><\/em><\/pre>\n<p><em> <span class=\"gmail-Y2IQFc\" lang=\"pt\">Maria Francisco \u00c1mido (\u00e0 direita): \u2018Se ao menos tiv\u00e9ssemos pain\u00e9is solares funcionando, mas n\u00e3o h\u00e1 nada.\u2019 Foto: Amade Abubacar<\/span><\/em><\/p>\n<p><strong>O dilema vivido pela popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Iuluti, um posto administrativo do distrito de Mogovolas, faz parte das 14 divis\u00f5es administrativas que n\u00e3o est\u00e3o ligadas a energia el\u00e9trica e a solu\u00e7\u00e3o por uma energia renov\u00e1vel, no caso concreto de pain\u00e9is solares, est\u00e1 longe de ser uma realidade. T\u00eam sido uma das grandes preocupa\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos quinze anos a instala\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica ou renov\u00e1veis, ali\u00e1s, at\u00e9 porque a regi\u00e3o oferece condi\u00e7\u00f5es para instala\u00e7\u00e3o de um sistema fotovoltaico para minimizar o sofrimento da popula\u00e7\u00e3o no acesso \u00e0 energia limpa e de baixo custo.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, o governo s\u00f3 conseguiu eletrificar apenas dois postos administrativos. Uma fonte do Conselho dos Servi\u00e7os de Representa\u00e7\u00e3o do Estado diz que \u00e9 pouco prov\u00e1vel que a electrifica\u00e7\u00e3o seja efectiva at\u00e9 2024, tal como tem sido propalado pelas entidades governamentais. Enquanto isso n\u00e3o acontece, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem alternativa. L\u00facia Ant\u00f3nio, de 29 anos de idade, m\u00e3e de tr\u00eas filhos, residente no bairro Namirro, conta que o maior dilema est\u00e1 nas mulheres gr\u00e1vidas quando v\u00e3o ao parto na maternidade local.<\/p>\n<p>Segundo conta, \u00e9 preciso o uso de lanternas que as fam\u00edlias devem trazer de casa, ao mesmo tempo que questiona a fraca capacidade do governo em flexibilizar a instala\u00e7\u00e3o de um sistema solar, tal como andou a prometer durante a campanha eleitoral do ano 2019.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s sofremos por falta de energia, se tiv\u00e9ssemos energia ter\u00edamos como beber \u00e1gua gelada, sucos. At\u00e9 mesmo no nosso hospital h\u00e1 casos em que \u00e9 preciso energia, a maioria dos casos que tem-se transferido para a vila sede, mas tudo isso por falta de energia. Todos os dias choramos n\u00f3s que somos m\u00e3es, chegamos a ser tr\u00eas a quatro mulheres ali na maternidade, que tamb\u00e9m \u00e9 pequena, com problemas de energia a coisa \u00e9 pior, estou admirada simplesmente, muitos casos nos dizem ir a Nametil [vila sede do distrito de Mogovolas], porque evitam essas emerg\u00eancias da noite devido a falta de energia\u201d.<\/p>\n<p>E porque a instala\u00e7\u00e3o de um sistema de energia na zona \u00e9 uma necessidade de longos anos, a dona L\u00facia nem acredita das pr\u00f3ximas. \u201cS\u00f3 promete que vai p\u00f4r energia, j\u00e1 come\u00e7ou trabalho para energia solar s\u00f3 estou a ouvir apenas, n\u00f3s queremos ajuda, isso \u00e9 o que me preocupa, aqui n\u00e3o temos \u00e1gua pot\u00e1vel, n\u00e3o conhecemos torneira que se diz\u201d.<\/p>\n<p>A dor da popula\u00e7\u00e3o por as autoridades n\u00e3o estenderem o acesso de energia da rede nacional e \/ou a alternativa, vem tamb\u00e9m da senhora Maria Francisco \u00c1mido, de 37 anos, m\u00e3e de cinco filhos e residente em Namirro B, arredores de Iuluti. Para esta cidad\u00e3, a dor n\u00e3o s\u00f3 vem das dificuldades que as mulheres passam durante a noite quando v\u00e3o ao parto, mas tamb\u00e9m de n\u00e3o serem exploradas as outras \u00e1reas de com\u00e9rcio, como tamb\u00e9m na conserva\u00e7\u00e3o dos produtos, por exemplo o pescado.<\/p>\n<p>\u201cO problema da falta de energia constitui uma grande preocupa\u00e7\u00e3o e dor de cabe\u00e7a, mesmo quando vamos no hospital, sobretudo \u00e0 noite, somos obrigados a ter uma lanterna manual. Se tiv\u00e9ssemos pelo menos pain\u00e9is a funcionar, mas nada. Consumimos peixe de m\u00e1 qualidade devido a falta de energia, muitas vezes nossos produtos apodrecem por falta de conserva\u00e7\u00e3o. Com a energia podemos fazer nossos pequenos neg\u00f3cios, como o caso de vender gelados, refrigerantes, \u00e1gua gelada entre outros neg\u00f3cios para ajudar os nossos esposos com as despesas de casa\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A reclama\u00e7\u00e3o dos residentes de Iuluti, que dista a 114 quil\u00f3metros da cidade de Nampula e 42 da vila de Nametil, chega igualmente do cidad\u00e3o Maleidi Ikawanhiwe, que igualmente acusa o governo de falta de pena \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de compromisso em atender os objetivos da expans\u00e3o das energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>De acordo com Meledi, Iuluti n\u00e3o est\u00e1 na rota de desenvolvimento desej\u00e1vel devido a falta de energia el\u00e9trica. \u201cDe facto, a quest\u00e3o da falta de luz ou energia aqui em Lutuli \u00e9 um problema! O governo tem que solucionar com energia da rede el\u00e9ctrica ou pain\u00e9is solares. Outras zonas tem energia, tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil ter atendimento em caso de emerg\u00eancia hospitalar, estamos a pedir o governo para nos ver, de modo que Lutuli fica uma terra de renome\u201d.<\/p>\n<p>Afinal, a preocupa\u00e7\u00e3o de L\u00facia Ant\u00f3nio, tamb\u00e9m residente de Iuluti, era de ver o governo a responder \u00e0 falta de energia para os gelados ou congelados, incluindo \u00e1gua fresca deixar de ser luxo. \u201cN\u00f3s sofremos por falta de energia, porque se tiv\u00e9ssemos energia ter\u00edamos como beber \u00e1gua gelada, sucos, at\u00e9 mesmo no nosso hospital h\u00e1 casos em que \u00e9 preciso energia, a maioria dos casos t\u00eam sido transferido para a vila sede, mas tudo isso por falta de energia, \u00e9 por isso que h\u00e1 muita necessidade de termos\u201d.<\/p>\n<p>Tal como outros, o comerciante informal Jorge Raimundo considera de falta de comprometimento do governo em expandir a energia de baixo custo para a popula\u00e7\u00e3o da zona rural. Jorge afirma que o neg\u00f3cio que faz (venda de eletrodom\u00e9sticos) n\u00e3o tem sucesso devido a falta de energia el\u00e9trica. \u201cN\u00e3o tenho muito sucesso na venda, uma vez que os meus consumidores recorrem ao sistema fotovoltaico, a maneira \u00e9 individual e s\u00f3 para ilumina\u00e7\u00e3o para a utiliza\u00e7\u00e3o apenas a noite, o que n\u00e3o cobre em 100% as suas necessidades di\u00e1rias\u201d. https:\/\/redactormz.com\/metade-das-familias-mocambicanas-vive-as-escuras\/<\/p>\n<p><strong> <img decoding=\"async\" class=\"gmail-alignnone gmail-wp-image-2355\" src=\"https:\/\/moz24h.co.mz\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Erika-Mendes-300x250.jpeg\" alt=\"\" width=\"709\" height=\"591\" \/><\/strong><\/p>\n<pre id=\"gmail-tw-target-text\" class=\"gmail-tw-data-text gmail-tw-text-large gmail-tw-ta\" dir=\"ltr\"><span class=\"gmail-Y2IQFc\" lang=\"pt\">\u00a0<\/span><\/pre>\n<p><em><span class=\"gmail-Y2IQFc\" lang=\"pt\">Erika Mendes: \u2018Precisamos de solu\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas que, al\u00e9m de limpas, sejam em menor escala.\u2019 Foto fornecida<\/span><\/em><\/p>\n<p><strong>O apelo da especialista<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9rika Mendes, da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental mo\u00e7ambicana Justi\u00e7a Ambiental (J\u00c1), come\u00e7a por reconhecer que \u201cMo\u00e7ambique tem um enorme potencial para energias limpas e renov\u00e1veis. Precisamos de solu\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas que al\u00e9m de limpas sejam de menor escala, descentralizadas e geridas localmente, que aproveitem o potencial energ\u00e9tico de cada local e beneficiem as popula\u00e7\u00f5es locais\u201d.<\/p>\n<p>A activista \u00c9rika Mendes alerta que o uso, em grande escala, das energias renov\u00e1veis pode igualmente ser prejudicial, por isso mesmo que a sua organiza\u00e7\u00e3o defende o uso de energia solar em pequena escala n\u00e3o prejudicial ao ambiente, ou seja que n\u00e3o emite grandes propor\u00e7\u00f5es de metano por exemplo, tal como detalha.<\/p>\n<p>\u201cUm projeto grande de energia solar, por exemplo, precisa de muita terra, muita \u00e1rea para produzir essa energia, ent\u00e3o se esse projeto \u00e9 implementado num lugar que tem pessoas a viver, essas pessoas ou t\u00eam que ser beneficiadas pelo projecto ou t\u00eam que ser reassentadas, porque sen\u00e3o havemos de repetir os mesmos problemas da mina de carv\u00e3o, dos projetos de g\u00e1s, ent\u00e3o, para n\u00f3s a quest\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica n\u00e3o deve s\u00f3 mudar energia para um outro tipo de energia, o problema est\u00e1 resolvido. As mudan\u00e7as t\u00eam que acontecer de uma forma mais profunda, ou seja, o que n\u00f3s defendemos \u00e9 que n\u00e3o baste ser energia solar, tem que ser energia solar que \u00e9 produzida para beneficiar aquela comunidade que est\u00e1 ali, tem de ser um projeto de energia solar que n\u00e3o vai significar que as fam\u00edlias n\u00e3o v\u00e3o perder terra para produzirmos energia que depois h\u00e1-de ir para ind\u00fastria ou para ser exportada\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2363\" src=\"https:\/\/moz24h.co.mz\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Baltazar-Raimundo-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"752\" height=\"501\" \/><\/p>\n<pre id=\"tw-target-text\" class=\"tw-data-text tw-text-large tw-ta\" dir=\"ltr\" data-placeholder=\"Translation\" data-ved=\"2ahUKEwjG3bzcyu2BAxXROewKHWQCCBwQ3ewLegQIBhAP\"><span class=\"Y2IQFc\" lang=\"pt\">\u00a0<\/span><\/pre>\n<p><em><span class=\"Y2IQFc\" lang=\"pt\">O professor Baltazar Raimundo disse que h\u00e1 pouco aproveitamento do potencial que Nampula tem. Foto de : Amade Abubacar<\/span><\/em><\/p>\n<p><strong>Energia oce\u00e2nica<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Professor Baltazar Raimundo da Universidade do Rovuma em Nampula \u00e9 catedr\u00e1tico de F\u00edsica Educacional e Energias Renov\u00e1veis, com licenciatura em F\u00edsica e mestrado em gest\u00e3o de energia. Disse que h\u00e1ver pouco aproveitamento do potencial que Nampula tem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSomos ricos em muitas formas de energia renov\u00e1vel, incluindo a energia oce\u00e2nica. Infelizmente n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de explorar estas energias e h\u00e1 v\u00e1rios motivos para isso: as pr\u00f3prias pol\u00edticas nacionais e a parte t\u00e9cnica tamb\u00e9m n\u00e3o nos ajudam\u201d, afirmou. \u201cPraticamente a energia oce\u00e2nica envolve muitos custos na sua explora\u00e7\u00e3o e em termos tecnol\u00f3gicos estamos muito atr\u00e1s, mas nunca \u00e9 imposs\u00edvel se houver boa vontade.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Celestino Jo\u00e3o, professor e mestre em biologia com interesses em energias renov\u00e1veis, apontou a m\u00e1 utiliza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos para produ\u00e7\u00e3o de energia e outras alternativas. Para ele, a utiliza\u00e7\u00e3o generalizada de microrganismos resolveria n\u00e3o s\u00f3 o problema da polui\u00e7\u00e3o ambiental, mas tamb\u00e9m do biog\u00e1s que seria \u00fatil para cozinhas e biofertilizantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jo\u00e3o insistiu que a implementa\u00e7\u00e3o de uma boa gest\u00e3o de res\u00edduos reduziria a press\u00e3o social sobre o carv\u00e3o e a lenha e, assim, salvaria as florestas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito triste ver um cami\u00e3o carregado de lenha para abastecer uma padaria, um quartel ou uma cadeia\u201d, disse. \u00abSe houver a possibilidade de construir um biogestor para estes centros e a partir dos res\u00edduos que produzem, ser\u00e1 produzida energia que alimentar\u00e1 as cozinhas. Vai apoiar a limpeza do meio ambiente, o que significa reduzir o volume de res\u00edduos s\u00f3lidos, salvar florestas e o surgimento de uma nova linha de preparo de alimentos sem necessidade de lenha e carv\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Amade Abubacar \u00e9 um jornalista mo\u00e7ambicano radicado em Cabo Delgado. Esta investiga\u00e7\u00e3o foi conclu\u00edda com o apoio do projeto Oxpeckers Investigative Environmental Journalism <a href=\"https:\/\/oxpeckers.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/oxpeckers.org\/<\/a> #PowerTracker e da Open Climate Reporting Initiative do Center for Investigative Journalism <a href=\"https:\/\/tcij.org\/ocri\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tcij.org\/ocri\/<\/a> .<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Localizada na regi\u00e3o norte de Mo\u00e7ambique Nampula \u00e9 a prov\u00edncia mais populosa do pa\u00eds estimada em 6.490.271 habitantes, o correspondente a 20.5% da popula\u00e7\u00e3o mo\u00e7ambicana. 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