{"id":2290,"date":"2019-10-15T11:10:00","date_gmt":"2019-10-15T09:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cjimoz.org\/news\/?p=2290"},"modified":"2020-08-30T12:04:12","modified_gmt":"2020-08-30T10:04:12","slug":"arms-deal-iskandar-safa-e-a-zanga-dos-gringos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cjimoz.org.mz\/news\/arms-deal-iskandar-safa-e-a-zanga-dos-gringos\/","title":{"rendered":"Arms deal, Iskandar Safa e a zanga dos \u2018gringos\u2019"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"650\" height=\"444\" src=\"https:\/\/cjimoz.org\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Safa-650x444.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2291\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por Lu\u00eds Nhachote<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A disposi\u00e7\u00e3o dos dados que as autoridades americanas tornaram p\u00fablicas, no caso badalado das \u201cdividas ocultas\u201d, parecem indicar v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es para se chegar a um \u00fanico alvo: ao magnata franco lib\u00e2nes Iskandar Safa, o senhor todo poderoso da Privinvest. Safa a 30 de Setembro de 2013 agraciou Armando Guebuza com um ameno sorriso e um abra\u00e7o, nos estaleiros de Cherbourg, localizados no norte da Fran\u00e7a quando se selou um neg\u00f3cio que se quis secretamente soberano em bilh\u00f5es de dol\u00e1res americanos, sendo que apartir de ent\u00e3o \u00e0s ag\u00eancias de <em>Law Enforcement<\/em> \u2018gringas\u2019 entraram em estado de alerta total.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apartir de hoje, 15 de Outubro, o tribunal distrital de\nBrooklny em Nova Yorque ser\u00e1 o palco do julgamento que poder\u00e1 levantar toda a\npoeira de um golpe que decorreu nas barbas da Wall Street. <\/strong><strong>Para conforto e meio dos americanos, <\/strong><strong>Andrew Pearse, Surjan Singh e Detelina\nSubeva, \u00e0 data dos empr\u00e9stimos funcion\u00e1rios do Credit Suisse<\/strong><strong> j\u00e1\nforam pelos pr\u00f3prios p\u00e9s a Nova Iorque, onde se retrataram e se declararam\nculpados, e todos eles apontaram o todo poderoso Iskandar Safa e o seu sobrinho\nJean Boustani ora encarcerrado nas terras de Uncle Sam, como os \u201cmastermind\u201d da\nengenharia da fraude. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Safa \u00e9 co-conspirador\nno caso movido pelo departamento de justica dos Estados Unidos e n\u00e3o foi\nindiciado, mas os delatores j\u00e1 entregaram a sua cabe\u00e7a. A excep\u00e7ao dos\nnacionais Manuel Chang, Antonio Carlos de Rosario e Teofiolo Nhangumele estes\ntamb\u00e9m arguidos da acusa\u00e7\u00e3o americana, mas que ainda n\u00e3o tiveram a oportunidade\nde o delatar em Brooklin, uma vez que est\u00e3o encarcerados entre os municipios da\nMatola e de Ekurhuleni, este \u00faltimo na Africa do Sul. A extradi\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o, de\nManuel Chang para os Estados Unidos da Am\u00e9rica \u00e9 materia da suprema corte\nsul-africana que apartir desta quinta-feira, dia 17, depois da primeira decis\u00e3o\nter sido favorav\u00e9l ao seu repatriamento a Mo\u00e7ambique, a posterior contestada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Do reagir do governo de Filipe Nyusi, o visado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em finais de Julho o\ngoverno mo\u00e7ambicano moveu uma ac\u00e7\u00e3o contra Iskandar Safa. Com requintes de\nretalia\u00e7ao, a a\u00e7\u00e3o do governo de Maputo, foi vista por alguns sectores como uma\nrea\u00e7\u00e3o a ac\u00e7\u00e3o arbitral que a Prinvivest intentou contra o\nEstado Mo\u00e7ambicano e que corre os seus tr\u00e2mites na Sui\u00e7a. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Privinvest alega que Mo\u00e7ambique\nn\u00e3o pagou por mercadorias adquiridas na Privinvest e isso afectou a viabilidade\nda empresa de Safa e acusa, ainda, o Estado mo\u00e7ambicano de ter violado\ncl\u00e1usulas de confidencialidade constantes do acordo de fornecimento dos\nequipamentos. Por todos os factos que alega em seu favor, a&nbsp; Privinvest reclama ser ressarcida pelo valor\nque calcula em USD 200 milh\u00f5es, mas que podem vir a aumentar.<\/p>\n\n\n\n<p>O actual presidente da Rep\u00fablica,\nFilipe Nyusi, \u00e9 um dos principais visados da queixa da Prinvivest e j\u00e1 foi\nnotificado no seu domicilio de trabalho na avenida Julius Nyerere. <\/p>\n\n\n\n<p>O Centro de Jornalismo\nInvestigativo (CJI) tem o entendimento de que a ac\u00e7\u00e3o do governo de Nyusi, em\nprocessar Safa, seja resultado de press\u00f5es diplom\u00e1ticas do governo dos Estados\nUnidos que est\u00e1 a ca\u00e7ar o poderoso magnata que tem rela\u00e7\u00f5es de afinidade com a\nfamilia real saudita&#8230;devido a neg\u00f3cios de armamento mal parados onde a\npot\u00eancia mundial detesta perder a hegemonia para quem quer que seja.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Afinal, quem \u00e9 afinal Iskandar Safa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados disponiveis na wikipedia, Iskandar Safa\u00a0nasceu em abril de 1955, em Beirute, capital do Libano. Na d\u00e9cada de 1970, Safa se matriculou na Universidade Americana de Beirute  onde se graduou em Engenharia Civil.\u00a0Ele deixou o L\u00edbano para se tornar um engenheiro civil j\u00fanior nos\u00a0Estados Unidos e depois se mudou para a Fran\u00e7a, onde em 1982 se formou com um MBA pelo INSEAD.  De 1978 a 1981, Iskandar Safa administrou a constru\u00e7\u00e3o de um aeroporto militar em Riyadh (Ar\u00e1bia Saudita). (Esta n\u00e3o \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o precisa: durante esse per\u00edodo, e um pouco mais tarde, ele trabalhou \u00a0como engenheiro do INECC no King Projeto da Academia Militar Abdulaziz em Salbukh, perto de Riyadh). Em 1986, o mesmo tornou-se presidente da Triacorp International.\u00a0Em 19 de janeiro de 2005, Safa deixou o cargo de presidente do comit\u00ea de dire\u00e7\u00e3o da empresa em favor de Eric Giardini.\u00a0 Nos anos 90, Iskandar e seu irm\u00e3o Akram fundaram a Privinvest, uma empresa de constru\u00e7\u00e3o naval especializada em embarca\u00e7\u00f5es navais e comerciais e mega iates. Em 1992, foi eleito pelo CIRI (Comit\u00ea Interminist\u00e9riel de Reestrutura\u00e7\u00e3o Industrial) para comprar as Constru\u00e7\u00f5es Mec\u00e2nicas da Normandia (CMN) em Cherbourg e conseguiu dar a volta no estaleiro naval de constru\u00e7\u00e3o naval que enfrentava dificuldades na \u00e9poca.\u00a0O CMN tornou-se uma empresa francesa afiliada ao Grupo Privinvest. \u00a0Iskandar Safa \u00e9 atualmente o principal acionista do CMN.\u00a0Ele tamb\u00e9m \u00e9 presidente do conselho do Grupo FIMAS, dono de portadores de m\u00e1rmore na cidade de Saint-Pons-de-Thomi\u00e8res, localizada em Herault, na Fran\u00e7a, tamb\u00e9m chamada de &#8216;Marbres de France&#8217;.\u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p>Em 2007, Iskandar Safa participou da cria\u00e7\u00e3o do canteiro de obras naval de Abu Dhabi Mar com a Al A\u00efn International e tornou-se diretor executivo.\u00a0Mais tarde, em 2011, a Privinvest comprou as a\u00e7\u00f5es da Al A\u00efn International. Em 1 de mar\u00e7o de 2018, um cons\u00f3rcio alem\u00e3o composto por Thyssen Krupp e Luerssen \u00a0\u00e9 exclu\u00eddo pelo governo alem\u00e3o do concurso para a constru\u00e7\u00e3o do navio de guerra multiuso MKS 180 em benef\u00edcio da German Naval Yards (GNY), pertencente ao grupo Prinvinvest , e o construtor de navios holand\u00eas Damen\u00a0. Actualmente, Safa \u00e9 considerado uma das pessoas mais ricas do L\u00edbano.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Da possivel irrita\u00e7\u00e3o dos \u201cGringos\u201d &#8230;.Arms deal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com\nartigo de Jean Guisinel entitulado \u00abVentes d\u2019armes: Le Drian vise pourquoi\nl\u2019Arabie saoudite\u00bb, publicado no jornal franc\u00eas \u201cLe Point\u201d, a Fran\u00e7a alcan\u00e7ou\nem 2015 resultados recordes em termos de novos contratos para exporta\u00e7\u00e3o de\narmas, quase o dobro do valor de 2014. Paris esperava um 2016 concorrido,\ndevido \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do contrato de aeronaves de ca\u00e7a Dassault Rafale para a\n\u00cdndia e a vit\u00f3ria no concurso australiano para a constru\u00e7\u00e3o de submarinos n\u00e3o\nnucleares.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, neste\n\u00faltimo caso, a Fran\u00e7a, pa\u00eds hospeiro de Iskandar Safa a quem lhe atriubui a\nnacionalidade, enfrentava forte press\u00e3o do grupo japon\u00eas Mitsubishi Heavy\nIndustries. \u201cMas o mercado considerado mais importante, \u00e9 sem d\u00favida a Ar\u00e1bia\nSaudita, &nbsp;&nbsp;o qual entre 1970-1980 &nbsp;n\u00e3o era considerado o cliente mais forte da Fran\u00e7a\u201d.\n<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm Paris, h\u00e1\ndificuldades no di\u00e1logo com o vice-pr\u00edncipe herdeiro e ministro da defesa\nMohammed bin Salman e sua liga\u00e7\u00e3o francesa na Ar\u00e1bia passa pelo general Ahmed\nal-Assir que fala a l\u00edngua francesa (\u00e9 graduado da Academia Militar de\nSaint-Cyr). No entanto, ele n\u00e3o tem peso pol\u00edtico real. As rela\u00e7\u00f5es entre\nFran\u00e7a e Ar\u00e1bia Saudita passam agora a anos de vacas gordas, e podem vir ainda\nmais contratos, fazendo os sonhos dos produtores de armas franceses se tornarem\nrealidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente,\nrumores na imprensa francesa falavam sobre a possibilidade da adquisi\u00e7\u00e3o de\ntanques Leclerc pela Ar\u00e1bia Saudita. <\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa de\nvenda de Leclerc para a Ar\u00e1bia Saudita parece ser verdadeira, porque Riad est\u00e1\nplanejando implantar uma nova brigada blindada com 200 tanques modernos, 50 dos\nquais parecem ser para ressarcir perdas. O \u00fanico \u201cpor\u00e9m\u201d \u00e9 o fato de que n\u00e3o h\u00e1\nnada de concreto sobre um contrato, ou at\u00e9 mesmo uma fala de autoridades, mas\napenas uma promessa de proposta para haver um concurso. Ele seria em breve\nanunciado, com as presen\u00e7as dos franc\u00eases e os alem\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o fim da\nGuerra Fria, os franceses desfrutaram de importantes contratos com a Ar\u00e1bia\nSaudita, e estavam comercializando armas para este pa\u00eds ao valor de 500-600\nmilh\u00f5es de euros por ano tendo como pivot Iskandar Safa que se alega ter\nprote\u00e7\u00e3o da familia real. A Constructions M\u00e9caniques de Normandie (CNIM) de\nSafa ficou em primeiro lugar num concurso para venda de equipamento militar. \u201cAl\u00e9m\ndisso, os sauditas est\u00e3o financiando um contrato para o fornecimento de armas\npara o L\u00edbano (programa Donas), no valor de 2,3 bilh\u00f5es de euros, mas o\ncontrato nos \u00faltimos meses, enfrenta um problema de pagamento de comiss\u00f5es\nsecretas\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a\ninforma\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, o governo franc\u00eas est\u00e1 agora empenhado em garantir que\nessas comiss\u00f5es n\u00e3o sejam pagas aos partidos da oposi\u00e7\u00e3o libanesa. \u201cO problema\nparece estar resolvido, do lado franc\u00eas foi dito que s\u00f3 seriam pagos os\nsubornos a membros da fam\u00edlia real saudita.\u201d Escreveu Jean Guisinel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo dos EUA prefere aguardar pelo desfecho na RAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Governo dos Estados\nUnidos da Am\u00e9rica (EUA), atr\u00e1ves da sua representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica em Pret\u00f3ria,\ncapital pol\u00edtica da \u00c1frica do Sul comentou &#8211; depois de ser interpelada pelo\nMoz24h\/ CJI- , sobre o \u201cCaso Manuel Chang\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Robert Mearkle,\nporta-voz da Embaixada americana em Pret\u00f3ria apenas nos disse que: \u201c\u00c9 pol\u00edtica\ndo Departamento de Estado n\u00e3o comentar sobre assuntos pendentes de extradi\u00e7\u00e3o,\nespecialmente quando o lit\u00edgio est\u00e1 em andamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta do governo\namericano, tal com as outras partes interessadas no processo, nomeadamente o\nGoverno Mo\u00e7ambicano (representando pela Mabunda Incorporated\/Attorneys at Law\n), a BDK Attorneys (advogados de Manuel Chang), Ian Levitt Attorneys (firma\nde advogados contratada pelo FMO) e ao defensor p\u00fablico que representa o\nMinist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Servi\u00e7os Correccionais da \u00c1frica do Sul, s\u00f3 pode ser\nencontrada em Outubro. <\/p>\n\n\n\n<p>A 17 de\nOutubro depois do pedido da firma BDK de \u201cAmpla defesa\u201d para melhor se inteirar\ndo processo, retomam as audi\u00e7\u00f5es de Manuel Chang. \u00c0s elei\u00e7\u00f5es gerais j\u00e1 ter\u00e3o\ndecorrido em Mo\u00e7ambique dois dias antes. <\/p>\n\n\n\n<p>Um outro actor dever\u00e1 entrar no processo. Trata-se da Funda\u00e7\u00e3o Helen Suzman que requereu ao supremo sul-africano para ser admitida como \u201cAmicus Curiae\u201d (Amigo do Tribunal) na audi\u00e7\u00e3o do caso que vai decidir sobre o destino da extradi\u00e7\u00e3o de Manuel Chang. A Funda\u00e7\u00e3o defende a sua participa\u00e7\u00e3o no caso sob alega\u00e7\u00e3o de \u201clevantar importantes quest\u00f5es constititucionais e de direito internacional sobre as quais estariamos em boa posi\u00e7\u00e3o para ajudar o tribunal\u201d. A Funda\u00e7\u00e3o que leva o nome da activista anti- Apartheid, Helen Suzman, falecida em 2009, defende que, \u201c\u00e9 constitucionalmente inadmiss\u00edvel que o ministro estava a a ceder o pedido de extradi\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7ambique sem ter a\u00a0 certeza de que este pedido, ao contr\u00e1rio do feitos pelas autoridades americanas, iria garantir responsabiliza\u00e7\u00e3o\u201d.  Isto \u00e9 uma clara refer\u00eancia a\u00a0 decis\u00e3o do anterior ministro da Justi\u00e7a,\u00a0 Michael Masutha, que no fim do seu mandanto, determinou que o anterior ministro das Finan\u00e7as dos governos de Armando Guebuza fosse extraditado para Mo\u00e7ambique. O processo poder\u00e1 ser cel\u00e9re ou demorado, estando tudo nas m\u00e3os da suprema corte sul-africana.<\/p>\n\n\n\n<p>Refira-se que depois de analisados os\ndocumentos submetidos pelo Departamento de Justi\u00e7a e Desenvolvimento\nConstitucional, contendo as decis\u00f5es do Tribunal Judicial de Kempton Park,\nsegundo as quais, Manuel Chang \u00e9 extradit\u00e1vel, tanto para Mo\u00e7ambique, quanto\npara os Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA)&nbsp; o ex-ministro sul-africano pela\nextradi\u00e7\u00e3o para Mo\u00e7ambique. E depois o actual ministro contestou a decis\u00e3o do\nseu antecessor. Lamola sustentou a sua decis\u00e3o com base nas seguintes\nconsidera\u00e7\u00f5es: A cidadania de Chang, O facto dos alegados crimes terem sido\ncometidos durante o exerc\u00edcio de um cargo p\u00fablico em Mo\u00e7ambique, o impacto que\na alegada fraude tem na d\u00edvida do pa\u00eds, o interesse do Estado mo\u00e7ambicano e a\nseriedade do crime em causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa recente edi\u00e7\u00e3o, o Daily Maverick,\ncitava o porta-voz da embaixada americana em Pret\u00f3ria como tendo dito que a lei\nAmericana permite que Manuel Chang seja julgado primeiro nos Estados Unidos e\ndepois em Mo\u00e7ambique, s\u00f3 que o mesmo n\u00e3o \u00e9 permitido pela legisla\u00e7\u00e3o\nmo\u00e7ambicana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As perguntas do CJI\/Moz24h aos governo dos EUA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fizemos apenas tr\u00eas\nperguntas que desde j\u00e1, partilhamos com os nossos leitores, mais abaixo.\nNenhuma delas pode ser prontamente respondida, pelas raz\u00f5es retromencionadas na\nresposta de Pret\u00f3ria, ap\u00f3s consultas ao mais alto n\u00edvel nos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1.O CJI\/Moz24H pretende saber das raz\u00f5es do seu governo\nn\u00e3o recorrer da primeira decis\u00e3o das autoridades da \u00c1frica do Sul em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\nextradi\u00e7\u00e3o de Manuel Chang para os EUA. ?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como devem saber, o\ngoverno sul-africano decidiu mand\u00e1-lo de volta para Mo\u00e7ambique.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Jean Boustani, ex-diretor da Privinvest, j\u00e1 est\u00e1 preso\nem Nova York pelo suposto envolvimento em empr\u00e9stimos fraudulentos de US $ 2\nbilh\u00f5es para empresas estatais no caso de d\u00edvidas ocultas e sabemos que o seu\nparente, Iskandar Safa \u00e9 o CEO da empresa. O governo dos EUA est\u00e1 procurando\npelo Sr. Safa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>3.Ouvimos dizer que o Sr. Safa \u00e9 protegido pela fam\u00edlia\nreal da Ar\u00e1bia Saudita, que tem la\u00e7os estreitos com os EUA. Esses la\u00e7os\ndificultam os EUA para alcan\u00e7\u00e1-lo e voc\u00eas prendem o sobrinho (Sr. Boustani) e\noutros relacionados com o esc\u00e2ndalo para o atingirem? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foram estas as\nquest\u00f5es levantadas que o governo americano preferiu n\u00e3o responder. \n\nNa berlinda, conforme\nv\u00e3o transpirando os factos, no cerne est\u00e3o as dividas contraidas no maior dos\nsecredos, por gente conhecida incluindo os seus domicilios, que levou a\nreputada firma de auditores, a Kroll, a aterrar no nosso pa\u00eds para aferir o\ngrau do calote que expoe a n\u00fa toda a fragilidade de um sistema \n\n\n\n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Lu\u00eds Nhachote A disposi\u00e7\u00e3o dos dados que as autoridades americanas tornaram p\u00fablicas, no caso badalado das \u201cdividas ocultas\u201d, parecem indicar v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es para se chegar a um \u00fanico alvo: ao magnata franco lib\u00e2nes Iskandar Safa, o senhor todo poderoso da Privinvest. 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